Discursos de Ódio etc… de coisas abomináveis por não trazerem nada de positivo para uma sociedade melhor, muito pelo contrário! Nem AQUI, NEM EM LADO ALGUM! Contra a conferência Neonazi do dia 10 de Agosto em Lisboa


Descobre-te, Mexe-te e Faz Acontecer!
Qual é a tua verdadeira essência?
De que lado estás da Barricada?
Portugal é Racista?
Portugal é Fascista?
Portugal Apregoa Discursos de Ódio, Xenófobos etc….?
Portugal Pactua com Discursos Ódio e Populistas de Extrema Direita?

 

Contra a conferência Neonazi do dia 10 de Agosto em Lisboa

No Nazis in our Streets Organizações Apoiantes

 

 

Esta resposta no meu entender deve ser dada nas RUAS e/ou Através da Assinatura e Partilha Desta Nossa Petição Entre Outras Acções que Visam Abominar Este e Todos os Outros Tipos de Iniciativas Similares!

Não Basta Ficarmos Pelas Palavras,
Precisamos de Acções Concretas Já!

10 AGOSTO 2019 Mobilização Nacional Antifascista
às 13:00 Praça Do Rossio
Praça D. Pedro IV, Lisboa

Aparece, Mobiliza!
Por ti, Por Mim, Por todos Nós!

Por Um Mundo Melhor Recheado de Amor e Solidariedade entre todos os demais seres vivos!

Conto contigo na Manif e caso ainda não tenhas assinado espero que assines esta petição!

Queremos e vamos fazer-nos ouvir no parlamento quer no sentido de travar esta iniciativa quer por outras que eventualmente possam vir a ocorrer!

A petição já conta com 8.990 assinaturas

https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=NoNazisOnOurStreets&fbclid=IwAR3Nqx2bIx_ylcroonPrWkU-J3idZEiZMPNbHJWkrhY7HcFjuz-RXOE05JU

 

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“Por detrás do glamour do desenvolvimento tecnológico” Artigo Interessante e Importante de ler, publicado no AbrilAbril.


“A experiência de trabalhar como «externalizado» num call center é digna de constar num qualquer roteiro de experiências aterrorizantes ou de um reality show de superação pessoal ou de sobrevivência.”

Artigo Interessante e Importante de ler, publicado no AbrilAbril

A realidade comum a tantos de nós que trabalhamos em call center, que somos a “voz” de tantas grandes marcas, presentes em praticamente todos os sectores de actividade, que geram milhões de lucro, mas que continuam a ser sub contratados, indefinidamente, anos e anos, por empresas de trabalho “temporário”, (mas cujas funções e trabalho que fazemos nada têm de temporário, a não ser nos contratos).

A realidade por detrás do “glamour tecnológico”.

Por detrás do glamour do desenvolvimento tecnológico

POR HUGO DIONÍSIO
Hugo Dionísio

Hugo Dionísio

A experiência de trabalhar como «externalizado» num call center é digna de constar num qualquer roteiro de experiências aterrorizantes ou de um reality show de superação pessoal ou de sobrevivência.

A Randstad é uma das principais empresas «prestadora de serviços» onde a precariedade é norma.

A Randstad é uma das principais empresas «prestadora de serviços» onde a precariedade é norma. CréditosHugo Delgado / Agência LUSA

Da indústria aos serviços, passando pela energia, pelos transportes e telecomunicações, as empresas de prestação de serviços e agenciamento de trabalho temporário, que respondem pela prática de serviços «externalizados» pelos grandes grupos económicos, constituem uma das mais características formas de proletarização do trabalho que podemos observar neste século XXI. Nenhum sector escapa à tendência imposta pelas «novas formas de organização do trabalho».

Através de relações triangulares e quadrangulares de contratação laboral, em que a um contrato de utilização de trabalho temporário se sucede um de prestação de serviços, numa sucessão de negócios jurídicos que apenas têm em vista embaratecer o trabalho e libertar os grandes grupos económicos do «fardo» do trabalho com direitos, cada vez são mais os trabalhadores que se encontram sob a égide deste tipo de relação de trabalho, caracterizada pela precariedade, pela desregulação e, sobretudo, pela degradação continuada, até ao limite do suportável, das condições de trabalho.

Tomarei como exemplo deste tipo de «externalização» de serviços a experiência do trabalho num contact center ou call center. A experiência de se trabalhar numa empresa deste tipo deveria ser digna de constar de um qualquer roteiro de experiências aterrorizantes ou num reality show de superação pessoal ou de sobrevivência. Contudo, este cenário de terror seria o último que nos viria à cabeça, como característico de um trabalho de «atendimento telefónico».

Em todas as vezes que fazemos o frete de concedermos um pouco do nosso tempo a uma telefonista e, aborrecidos por qualquer insistência mais veemente, classificamos o atendimento com uma nota negativa, nunca conjecturamos que tal classificação funciona como uma guilhotina, só que em vez de estar sobre o pescoço, está sobre a carteira daquela ou daquele operador telefónico. O que às vezes, bem visto, é quase a mesma coisa.

Este tipo de actividade, cujo exemplo encontramos em todos os sectores de actividade, da indústria aos serviços, que tão acelerado crescimento teve nos últimos 20 anos, fruto da «externalização» agressiva de todos os serviços não considerados como sendo do core business, quem o acompanha conhece, com toda a certeza, as depressões crónicas, as tendências suicidas, os esgotamentos nervosos que afectam quem nele é obrigado a ganhar a sua vida. Para estes trabalhadores, trabalhar para uma grande empresa deixou de significar trabalhar nessa empresa e, acima de tudo, deixou de significar auferir os salários e as condições de trabalho aí praticados.

Na prática, as grandes empresas varreram para debaixo do tapete da legalidade formal todas as práticas ultrajantes de exploração que a sua dimensão global, comunicacional e propagandística diz renegar. Claro que referindo-nos a empresas certificadas em Qualidade, em Segurança e Saúde, em Recursos Humanos, em ambiente e, mais importante, em Responsabilidade Social, o tipo de práticas desenvolvidas pelas empresas de prestação de serviços e de trabalho temporário ficar-lhes-iam muito mal.

O que lhes fica mal fazerem directamente encomendam a encapotadas e duvidosas empresas prestadoras de serviços, que mais não são – e muitas também o são – agências de emprego precário, de subemprego e de emprego em condições social e humanamente indignas.

«O que lhes fica mal fazerem directamente encomendam a encapotadas e duvidosas empresas prestadoras de serviços, que mais não são – e muitas também o são – agências de emprego precário, de subemprego e de emprego em condições social e humanamente indignas»

A estas prestadoras de serviços, que contratam os trabalhadores por «campanha promocional ou publicitária», «por projecto» ou «produto», tudo lhes é permitido, porque vivem na obscuridade comunicacional. Estão debaixo do tapete. Mesmo quando a comunicação social lhes pega, fala sempre em geral e quando muito dos contratos «não permanentes» e dos serviços que prestam às grandes empresas. Estes jornalistas nunca vão realmente ao «osso» da questão.

Qualquer coisa que aqui escreva nunca reflectirá o que se sente quando falamos com essas trabalhadoras e trabalhadores e, mais importante, o que estes sentem ao trabalhar sob as condições que estas «respeitáveis» agências de precariedade praticam.

Falamos acima de tudo de mulheres em idade fértil – depois admiram-se de a população estar a envelhecer – que trabalham com contrato individual de trabalho a termo, temporário ou mesmo com contrato sem termo. Contudo, como a permanência no trabalho depende da existência de um contrato de prestação de serviços com a empresa que os adquire, qualquer que seja a modalidade contratual, os trabalhadores nunca se livram da sensação de insegurança quanto ao emprego.

As condições retributivas, os prémios e as penalizações

Começando pelo salário, normalmente este tem uma componente base, que anda à volta do salário mínimo nacional. Todas as outras componentes são variáveis, como os prémios de assiduidade e produtividade.

Muitas vezes o cálculo dos prémios é feito por pontos, podendo acrescentar-se ou diminuir-se pontos em função da performance de cada trabalhadora ou trabalhador. Por exemplo, a utilização de determinada linguagem negativa como uma palavra «não», ou algo como «não deve fazer», ou «não pode fazer», pode ser um suficiente para gerar uma penalização de pontos.

Outras vezes, as chamadas efectuadas são auditadas no final e cada dia, por atentos “controllers” que tudo resumem à matemática simples, desde que seja para, no final de cada mês, pagar o mínimo de prémio possível.

Uma chamada mais demorada, também pode gerar penalizações. No final do dia, pode surgir a pergunta: “esta chamada está programada para durar 1 minuto, porque demoraste dois e meio na chamada número 22?” Justificação insuficiente e guilhotina salarial a funcionar.

«Uma chamada mais demorada, também pode gerar penalizações. No final do dia, pode surgir a pergunta: “esta chamada está programada para durar 1 minuto, porque demoraste dois e meio na chamada número 22?” Justificação insuficiente e guilhotina salarial a funcionar»

O controlo do número diário de chamadas também pode trazer problemas: «porque é que hoje fizeste 34 chamadas, se a tua média diária é 51?» ; ou, «onde é que estiveste entre as 10h e 05m e as 10h e 08m? O teu posto estava em off»? Toma lá com a guilhotina, diz o sempre zeloso – e também mal pago – controller.

Algumas «infracções» implicam a perda de pontos no prémio de produtividade, outras implicam perdas no prémio de assiduidade. No final, é sempre impossível chegar aos 100% de prémio. Não será esse o objectivo?

Se a trabalhadora tem a liberdade – ou libertinagem, para a entidade patronal – de se sindicalizar no sindicato errado – bem sabemos quais são –, chegam ao ponto de encaminhar as chamadas mais demoradas para o seu terminal para que, no final, o prémio de produtividade seja menor. Não se poupam a gastos quando se trata de controlar o controlo!

A adicionar, em algumas funções ainda é permitido fazer tasking. E o que é o tasking? É mais uma original ilegalidade de exploração em massa. Os trabalhadores e trabalhadoras dessas funções, chegando ao final do dia de trabalho e cumprido o horário, são «convidados» a trabalhar à peça. Podem ganhar mais uns euros por cada processo inserido no sistema, ou por pacote de processos, artimanha que baixa o salário/hora e contorna o controlo do tempo de trabalho, por não constar dos mapas e ser registado como «prestação de serviços». No final, estes trabalhadores lá levam mais uns míseros euros mensais que, adicionados ao seu parco salário e à custa da sua vida pessoal e social, nunca chegarão para um rendimento verdadeiramente decente.

Tempo de trabalho totalmente desregrado

O tempo de trabalho, que ronda as 40 horas semanais e as oito horas diárias, em alguns casos é controlado ao minuto, descontando-se todos os minutos não trabalhados. Um pequeno atraso, uma ida à casa de banho mais apressada e não autorizada, podem justificar descontos de tempo, com danos na retribuição.

Mas não é só. Casos existem em que tendo os trabalhadores o direito «formal» a uma pausa de 10 minutos a meio da manhã e da tarde, são raros os dias em que dela usufruem. Na maioria das vezes surge um aviso a dizer «pausas suspensas». Tudo porque o trabalho aperta. Quer dizer, quatro horas sem sair do posto de trabalho e ao ritmo normal, pois tudo é medido parcimoniosamente.

«Por causa do tasking muitos trabalhadores e trabalhadoras nem as 11 horas de descanso consecutivo entre dois turnos goza. Pois o call center está aberto das 8h às 23h e tal significa que quem fique até ao fecho goze no máximo nove horas consecutivas de descanso»

Por causa do tasking muitos trabalhadores e trabalhadoras nem as 11 horas de descanso consecutivo entre dois turnos goza. Pois o call center está aberto das 8h às 23h e tal significa que quem fique até ao fecho goze no máximo nove horas consecutivas de descanso.

Nestes casos, o recurso à autorização de extensão do período de funcionamento, para que se estes centros possam estar em funcionamento até às 23h ou até à meia-noite, mais não serve do que para desregrar profundamente o tempo de trabalho. Embora a lei exija justificações técnicas para que tal extensão seja aprovada, ninguém acredita que um centro de atendimento tenha de estar aberto até às 23h horas por razões técnicas.

Débeis condições de segurança e saúde no trabalho

Cadeiras estragadas ou que não são reguláveis, falta de apoios para os pés, trabalhadores a mais tendo em conta o espaço, má ventilação, condições térmicas inadequadas, muitas são as queixas relativas às condições de segurança e saúde no trabalho por parte de quem exerce este tipo de actividade.

Contudo, nenhuma chega aos calcanhares das que se fazem quando falamos de riscos psicossociais. Os ritmos de trabalho extenuantes, as penalizações, o controlo sobre controlo, a monitorização à palavra, ao minuto e à tarefa, tornam tudo muito mais difícil de suportar, sendo as queixas de depressão, esgotamento e stresse laboral as que mais se recebem dos trabalhadores e trabalhadoras aí presentes.

A violência psicossocial exercida sobre quem trabalha nestas actividades começa no dia da celebração do contrato de trabalho: «olhe que o contrato só dura enquanto durar o contrato de prestação e serviços». O carácter perene da actividade contratada é independente da modalidade contratual utilizada. Depois entra-se na espiral que pode levar a turnos duplos, a situações de 15 horas de trabalho consecutivas e a um ritmo desenfreado estabelecido com base na duração de cada operação, numa progressiva redução que visa a maximização dos resultados.

«Relatos existem de situações em que trabalhadoras sofrem acidentes de trabalho, das instalações do call center chamam a ambulância, faz-se a participação de acidente e, passados uns dias, os recursos humanos exigem à vítima justificação das faltas ao trabalho, sob pena de as considerem injustificadas»

Relatos existem de situações em que trabalhadoras sofrem acidentes de trabalho, das instalações do call center chamam a ambulância, faz-se a participação de acidente e, passados uns dias, os recursos humanos exigem à vítima justificação das faltas ao trabalho, sob pena de as considerem injustificadas.

Os exames médicos são realizados, muitas vezes, por médicos sem especialização em Medicina do Trabalho, e muito menos tendo em consideração as condições materiais em que é prestada a actividade profissional de cada um.

Estas são apenas algumas ínfimas situações que ocorrem nos casos que foram objecto de atenção.

A Liberdade fica à porta de entrada

Numa república regida pela liberdade, democracia e dignidade da pessoa humana, como refere a nossa Constituição, vale sempre a pena referir a enorme coragem de quem, em condições tão terríveis, ainda tem a coragem para enfrentar as mais servis hierarquias e exigir, individual e colectivamente, melhores condições de trabalho.

Confrontando-se com as múltiplas barreiras colocadas por entidades patronais que fazem da desregulação formal e informal, bem como da cumplicidade das entidades oficiais, o seu modus operandi, tudo com vista à intensificação da exploração sobre quem vive do seu – parco – salário, os corajosos que decidem abraçar esta ancestral luta pela dignidade da pessoa humana que é o sindicalismo têm ainda de se confrontar com penalizações como o desconto de dias de férias, a atribuição de faltas injustificadas, tudo por causa dos créditos sindicais a que têm direito.

Convém também dizer que, para além da actividade sindical que desenvolvem, estas trabalhadoras e trabalhadores têm também de trabalhar como todos os outros, para que no final do mês, tal como os demais, o salário que venham a auferir para nada mais sirva do que do que para matar a fome mais imediata. Nada de planos arrojados como a compra de casa própria, automóvel ou viagens. Ter filhos é um luxo a que muitas mulheres não se podem entregar.

O que esconde a sofisticação tecnológica de um call center

Todo este mundo de impunidade, exploração desumana e cumplicidade silenciosa acontece sob uma capa de sofisticação superficial própria de empresas que, fazendo uso das mais velhas e requentadas formas de exploração humana, sabem que o nome call center ou contact center ainda passa a ideia de um glamouroso requinte tecnológico.

Contudo, a posição de muitos trabalhadores dos call center, da Uber ou da logística, é tão precária quanto isto: o seu trabalho existe na exacta quantidade em que os sistemas de inteligência artificial os conseguem ou não substituir. Carros autónomos, atendedores digitais, repositores robotizados, será uma questão de tempo até que uns tomem o lugar de outros, num sistema de trabalho em que os meios de trabalho ocupam o lugar dos seres humanos e os seres humanos passam a meros meios de trabalho, descartáveis e para os quais estão apenas reservadas as tarefas que o capital ainda não consegue automatizar.

Esta realidade não seria tão amarga se o desenvolvimento tecnológico fosse colocado ao serviço da humanidade e não da exploração desta. Se a este desenvolvimento associássemos a redução do horário de trabalho, o aumento das pausas para descanso e aumento dos dias de férias, uma política de qualificação constante dos trabalhadores associada a mecanismos de progressão da carreira que os induzissem a tarefas mais intelectuais e menos expostas à automação… Tudo seria diferente. Mas seria também totalmente contra-natura quando consideramos o sistema em que vivemos, um sistema assente na exploração de recursos (sejam quais forem) e no desenvolvimento dos meios tendentes à sua intensificação.

«Estes postos de trabalho, quanto mais próximos estão da destruição, mais eficazes são na destruição dos trabalhadores que empregam. Como se as empresas que os gerem soubessem do seu carácter transitório e que tal transitoriedade as liberta de responsabilidades futuras. Afinal são os trabalhadores, as suas famílias e a sociedade que pagam tais prejuízos enquanto os seus causadores vão saindo mais ou menos incólumes»

Estes postos de trabalho, quanto mais próximos estão da destruição, mais eficazes são na destruição dos trabalhadores que empregam. Como se as empresas que os gerem soubessem do seu carácter transitório e que tal transitoriedade as liberta de responsabilidades futuras. Afinal são os trabalhadores, as suas famílias e a sociedade que pagam tais prejuízos enquanto os seus causadores vão saindo mais ou menos incólumes.

Os grandes grupos económicos que beneficiam destas actividades descartaram-nas para empresas prestadoras de serviços, ou de trabalho temporário, que se canibalizam entre si para ganharem o máximo de contratos possível. Estes «empreiteiros» dos tempos modernos tendem a espremer ao máximo os trabalhadores a seu cargo, tudo para provarem às grandes corporações que são ultra competitivos e ultra rentáveis e que conseguem os melhores resultados.

E as grandes corporações que varrem para debaixo do tapete toda esta vergonhosa lixeira, no final ainda são premiadas. A revista Human Resources premeia: a Randstad como «A melhor prestadora de serviços globais»”; a Fidelidade, que explora o aterrorizador call center de Évora, leva com o prémio «Responsabilidade Social». E assim, com toda esta luminosidade se mantém obscura a realidade: que estas empresas utilizam estas chancelas apenas como forma de marketing.

Dá vontade de perguntar quem premeia estes verdadeiros heróis e heroínas que sobrevivem todos os dias à agressão moral de se trabalhar para entidades cuja imagem reflectida esconde a sua verdadeira essência.

Como em tudo, também aqui se estabelecem as diferenças quando olhamos para os factos. Perante a realidade todas as diferenças ganham vida e é nesse quadro que se faz a verdadeira luta por um mundo melhor. De boas intenções está o capital cheio!

Fonte:

https://www.abrilabril.pt/trabalho/por-detras-do-glamour-do-desenvolvimento-tecnologicofbclid=IwAR1LXxbmPi0zaweMGjtYuNLjSPKgroJM24Ka7O3lF0V9jmXjdnCkFVoAXXo

 

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Acampamento de Acção contra Gás Fóssil e pela Justiça Climática

Aparece dia 17 a 21 de Julho Bajouca – Leiria

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Esta é uma luta tua, nossa de todos nós!

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ORGULHO E PRECARIEDADE, Solidariedade logada #ORGULHO2019 Calendário LGBTI 2019


No mês do orgulho LGBT, em que vemos muitas empresas de Call-centers adoptarem a bandeira arco-íris, questionamos: empresas que praticam diariamente o assédio moral, a precariedade e os baixos salários têm moral para levantar a bandeira da igualdade?

Reproduzimos abaixo o testemunho de uma sócia do STCC sobre este tema.

Estamos na luta contra a LGBTfobia. Igualdade não rima com precariedade e emancipação não rima com exploração!

“Neste mês da 20ª Marcha do Orgulho LGBTQI+ de Lisboa eu posso muito bem dizer que o meu local de trabalho em quase tudo se assemelha à marcha: somos muitos lá dentro, temos balões e mensagens coloridas, há uma forte presença de parcerias empresariais, somos nós a mercadoria mas, no fim do dia, é a maneira que temos de sobreviver.

Os call centers, esses templos de empresas de trabalho temporário, os seus contratos extremamente precários e as suas dinâmicas absurdamente esgotantes emocionalmente compram a voz e o desgaste em poucas parcelas de quem não tem muitas outras saídas num mercado moldado à imagem e semelhança de uma sociedade profundamente racista, machista, xenófoba e lgbtfóbica.

Os call centers são, por excelência, um ambiente mascarado de pluralidade positiva porque, sabemos, onde mais poderia um trans negro trabalhar? Se a resposta mais plausível é “num lugar onde as pessoas que procuram o serviço não sejam confrontadas com a presença incómoda de uma pessoa que incomoda só por existir” ,então podemos perceber que toda a narrativa de aceitação é montada para nos fazer sentir e concluir que só podemos trabalhar ali, ou noutros lugares muito piores. E, só podendo trabalhar ali, torna-se muito mais fácil para a minha entidade patronal exigir o inatingível ou aplicar castigos sem necessidade de muitas explicações.

Neste mês da 20ª Marcha do Orgulho LGBTQI+ de Lisboa eu posso muito bem dizer que um sindicalismo de trabalhadores, com trabalhadores e para trabalhadores tem que saber que não somos todos iguais. Se é verdade que não é necessário ser-se lésbica para agir em defesa das lésbicas, também não é mentira que compreender de que maneira as empresas têm manipulado discursos progressistas e utilizado como arma de arremeço contra todas e todos nós seja um passo gigante para as nossas organizações.”

https://dezanove.pt/calendario-lgbt-2019-1227179

 

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Call centers: o faroeste do atendimento vai enfim ter lei?


 

Diário de Notícias Call Center Fernanda Câncio Call centers o faroeste do atendimento vai enfim ter lei

Fonte: Call centers: o faroeste do atendimento vai enfim ter lei?

https://www.dn.pt/pais/interior/call-centers-o-faroeste-do-atendimento-vai-enfim-ter-lei-10682403.html

 

No Brasil, quem trabalha num call center só pode atender chamadas seis horas por dia e tem direito a pausas especiais quando a chamada é agressiva. Cá, os mais de 80 mil trabalhadores de um setor em crescimento – de 2016 para 2017 o volume de negócios triplicou; valerá mais de mil milhões de euros – não têm qualquer previsão legal específica porque a profissão nem está reconhecida. Esta sexta-feira, o parlamento vai debater essa necessidade.

 

“Obriga empresas de teleatendimento ou telemarketing a oferecerem serviços de ginástica laboral e atendimento psicológico a seus empregados.” É uma proposta legal de 2017 e estava pronta para votação no final de 2018, quando as notícias anunciavam: “Bem estar no call center: legislação prestes a ser aprovada.”

 

Na exposição de motivos, lê-se: “São profissionais que atuam em um ambiente de stress significativo, com a necessidade de cumprimento de metas, muitas vezes agressivas, e cobrança constante dos supervisores, o que pode levar ao surgimento de doenças. Além disso, a relação do operador de teleatendimento com os clientes nem sempre é amigável, o que também contribui para o sofrimento mental destes trabalhadores. Outro problema associado a essa profissão são os postos de trabalho pouco ergonómicos. Os operadores e operadoras atuam em estações com teclado, monitor e rato durante praticamente toda a jornada, em posições inadequadas e exercendo funções repetitivas, o que frequentemente leva a lesões osteomusculares.”

Concluindo que “o trabalho como operadora ou operador de telemarketing é stressante por sua natureza, e por isso merece um tratamento diferenciado da legislação”, o projeto de lei postula que “as empresas que possuem uma quantidade razoável de empregados na função de teleatendimento deveriam manter profissionais capacitados para comandarem a ginástica laboral em caráter permanente, o que evitaria muitos problemas de saúde. Adicionalmente, a questão do sofrimento mental precisa ser reconhecida e abordada com seriedade. Este Projeto prevê que essas empresas ofereçam tratamento e acompanhamento psicológico para todos seus funcionários, e informem os mesmos sobre este serviço, estimulando seu uso.”

No Brasil e Itália, os trabalhadores de call center só estão “em linha” seis horas. Em Portugal estão oito, e há serviços sem pausa entre chamadas.

Um sonho para Isabel, 43 anos, há quatro anos a trabalhar num call center. “A sério? Nem quero acreditar.” E não é mesmo para crer: a proposta de lei é brasileira e apesar de ter sido aprovada em várias comissões parlamentares foi arquivada em janeiro, por não ter sido ainda votada no plenário quando a câmara de deputados foi renovada para nova legislatura; poderá ser retomada até junho, o que talvez seja pouco provável dada a atual conjuntura não ser exatamente favorável à melhoria das condições laborais.

Ainda assim, no Brasil, onde os trabalhadores de call center serão mais de um milhão, a legislação impõe já que estes só trabalhem em atendimento um máximo de seis horas (à imagem do que se passa por exemplo em Itália; em França são sete horas), com várias pausas fixas garantidas. E prevê ainda“pausas no trabalho imediatamente após operação onde haja ocorrido ameaças, abuso verbal, agressões ou que tenha sido especialmente desgastante, que permitam ao operador recuperar-se e socializar conflitos e dificuldades com colegas, supervisores ou profissionais de saúde ocupacional especialmente capacitados para tal acolhimento.” A falta a esta obrigação já motivou pelo menos uma condenação no Brasil, em julho de 2018: duas empresas foram forçadas a indemnizar uma trabalhadora que desenvolveu uma depressão, tendo os tribunais considerado que apesar de ser uma doença multifatorial – ou seja, de múltiplas causas – o facto de não ser concedida a pausa pós atendimentos agressivos era um dos fatores a ter em conta.

Isabel continua de boca aberta. “E somos nós supostamente o primeiro mundo.”

“Não deve ser o Estado a compensar a ganância dos privados”

Isabel bem pode espantar-se. Em Portugal aquilo que faz há quatro anos não é sequer uma profissão reconhecida legalmente, quanto mais regulamentada. O parlamento vai discutir esse vazio esta sexta-feira, estando em causa projetos de resolução de quatro partidos – PS, BE, PCP e Verdes – que pedem ao governo que ponha a Autoridade das Condições de Trabalho a fazer um estudo/avaliação da realidade de um setor no qual o texto do PS admite existir em alguns casos aquilo que qualifica de “uma escravatura moderna”. Ainda assim, os socialistas não avançam já para o pedido de reconhecimento e regulamentação, ao contrário dos outros três partidos.

Este debate será o segundo sobre call centers no parlamento; o primeiro, em janeiro, foi o da discussão da petição promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores de Call-Center (STCC) com o título “O trabalho em call center é uma profissão de desgaste rápido” e na qual se pedia um horário de trabalho em que se estivesse em linha até 75% das oito horas, com 10% de tempo de pausa/intervalo (seis minutos) por cada hora em linha.

“Em Espanha há um contrato coletivo de trabalho para o setor com imposição de 30 segundos de descanso entre chamadas. Cá podem passar horas ao telefone sem pausas.”

A petição foi entregue na Assembleia da República em novembro de 2017, com 5500 assinaturas; na sequência disso, conta Manuel Afonso, da direção do STCC, “o BE e o PCP comprometeram-se a apresentar propostas fundadas nela.” O principal propósito do único sindicato dedicado ao setor é conseguir que haja reconhecimento da profissão e regulamentação e “um contrato coletivo de trabalho como em Espanha.” Este, anota Manuel Afonso, prevê pausas de 30 segundos entre chamadas: “Comparativamente ao que temos cá, é ótimo. Aqui as pessoas podem passar oito horas ao telefone sem pausas.”

O STCC divide o setor com outros sindicatos não especializados (o Sindicato das Comunicações e Audioviduais, o Sindicato do Comercio e Serviços, o Sindicato das Indústrias Elétricas de Sul e Ilhas), com os quais Manuel Afonso garante que se tem tentado criar um diálogo, “um movimento comum”, mas sem grande sucesso. Com 600 associados, porém, e independente das centrais sindicais, o STCC está a conseguir pôr o assunto na agenda ou, como diz Manuel Afonso, “na praça pública”.

O foco principal da luta não é no entanto o que deu nome à petição. “Creio que todas as profissões tendem a tornar-se de desgaste rápido e não entendemos a nossa luta como uma competição para ver qual é a profissão pior”, explica o sindicalista. “Neste momento o foco é mais nas condições de trabalho, até porque de outro modo estaríamos a exigir ao Estado que compensasse um excesso de ganância dos privados, ao baixar a idade da reforma e os descontos para o IRS. Devem ser as entidades patronais a comedir a sua ânsia por lucros, e não o Estado a compensar os trabalhadores por isso.”

“Creio que todas as profissões tendem a tornar-se de desgaste rápido e não entendemos a nossa luta como uma competição para ver qual é a profissão pior”

Ainda assim, será o trabalho em call centers, por natureza, desgastante, ou serão as condições em que ele é atualmente prestado que o tornam desgastante? “Tendencialmente o trabalho em call center é desgastante porque combina duas coisas que são opostas: o trabalho com o cliente, a empatia, o diálogo, a relação humana, e a organização industrial. É a mistura de ritmo e organização fabril com a relação com um cliente.” Coisas algo contraditórias, até antagónicas, que podem levar a um curto-circuito. “Até porque há a tendência para haver um script, um guião, do qual não se pode sair. Quem atende não tem autonomia, é a ideia de transpor o modelo industrial para os serviços. Os clientes sentem que estão a falar com máquinas e irritam-se.” Manuel Afonso suspira. “Criou-se uma cultura em que nós não temos direitos a sério e não prestamos um serviço a sério e o cliente não nos trata a sério.” Porque há também, sublinha, a necessidade de “quebrar o estigma de que isto não é um trabalho a sério, uma profissão a sério.” Suspira. “Se 10% dos trabalhadores de call center vier para a rua somos 8 mil. E sem isso acontecer não acreditamos que por milagre nos deem direitos de mão beijada.”

“No início ia-me abaixo. Agora vou menos”

Mas voltemos a Isabel. Com 12º ano e filhos pequenos, procurou emprego quando voltou de uma temporada no estrangeiro em que só o marido trabalhou. “A única coisa que aparecia como hipótese eram call centers” e acabou por entrar num, que considera não ser dos piores. “Ganhamos acima da média. Dos que conheço é o que paga melhor. Tenho colegas enfermeiros, economistas, advogados que trabalham nisto porque ganham mais que nas suas profissões. Tem coisas boas e tem coisas muito más. Por exemplo se for trabalhar para uma loja pagam-me menos. Mas sinto que não nos respeitam, tratam-nos como números. É raro termos uma situação em que nos sintamos compreendidos. Psicologicamente é muito cansativo – há pessoas muito mal-educadas e não temos tempo de recomposição. Às vezes os clientes estão a ser desagradáveis connosco e segundo as normas temos de avisar três vezes antes de desligar. No início quando comecei não chorava, porque não sou de chorar, mas ia-me abaixo. Agora vou-me menos abaixo.”

“O trabalho em call center é desgastante porque combina duas coisas que são opostas: o trabalho com o cliente, a empatia, o diálogo, a relação humana, e a organização industrial. É a mistura de ritmo e organização fabril com a relação com um cliente.”

Outro fator a ter em conta são os efeitos físicos: “Por causa dos ouvidos, porque estamos sempre com os speakers o dia todo, não podemos tirar, já senti tonturas, enjoos. E tenho sempre aquele zumbido horrível. Já fui ao médico por causa disso. E às vezes não temos voz, por causa de uma gripe, e não podemos fazer atendimento. Metem-nos a dar apoio a quem começou agora mas se acontece alguma coisa, se corre mal, querem que sejamos nós a assumir. Já me aconteceu e recusei, porque não queria forçar a voz.”

O tempo para ir à casa de banho está cronometrado – “Temos 10 minutos por dia, mas podemos ir quando queremos, há call centers em que não é assim, têm de pedir autorização e ficar em fila, à espera, e se atendem uma chamada entretanto podem perder a vez e ter de pedir de novo autorização, porque não se pode interromper a conversa com o cliente” –, e temos duas pausas no dia além da hora de almoço: 15 minutos de manhã e depois a pausa da tarde. Eu não tenho essa porque trabalho menos horas.”

O momento dessas pausas e da hora do almoço muda todos os dias. “Eles mandam um email diariamente com isso. Por exemplo hoje o almoço foi ao meio dia e meia, mas pode ser ao meio dia ou à uma. Os colegas que entram às sete da manhã têm de almoçar às 10. É muito chato. E já aconteceu haver colegas grávidas que têm de comer sempre à mesma hora e eles não se preocupam com isso, têm de andar a trocar com outras pessoas.” Quanto aos fins de semana, diz, “há muitos colegas que trabalham vários fins de semana e não lhes dão folgas de compensação em dois dias seguidos. Trabalhar sempre ao fim de semana é muito mau para a vida social e familiar. E um dia de folga não chega para descansar.”

Trabalhando em horário reduzido – seis horas em vez de oito — Isabel ganha 637 de ordenado bruto base mais subsidio de refeição e prémios. “Em média o líquido com os prémios é de 750 euros.”

Com um intervalo de 8 segundos entre chamadas “que não deixa descansar a cabeça de ninguém”, tem cerca de 30 por dia para atender – tão poucas porque faz assistência técnica para uma empresa de informática, a uma média de 17 minutos cada. “E 17 minutos é muito pouco, porque há pessoas que não percebem nada dos aparelhos e demora muito tempo a explicar-lhes. Algumas que nem sabem o que é um email. Mas se levamos mais de 17 minutos vêm logo ter connosco e chatear-nos. E se a pessoa não percebe somos nós que somos responsabilizados, a falha é nossa.”

“Psicologicamente é muito cansativo – há pessoas muito mal educadas e não temos tempo de recomposição. No início quando comecei não chorava, porque não sou de chorar, mas ia-me abaixo. Agora vou-me menos abaixo.”

Esta limitação no tempo de chamada deve-se, explica, à unidade de pagamento. Se a empresa intermediária onde presta serviço paga por “cabeça” à empresa de trabalho temporário que contratou Isabel, a de informática paga à intermediária por chamada. Quanto mais chamadas, mas a intermediária cobra.

“Tenho colegas que foram trabalhar para a Irlanda, diretamente para a empresa informática. Ganham o triplo [o salário mínimo na Irlanda é de 1656 euros] e não têm limite de tempo para atender as pessoas. Ficamos assim com uma ideia de quanto estas empresas intermediárias ganham.” E com a noção do motivo pelo qual tantas empresas estrangeiras alocam aqui os seus serviços de atendimento: Portugal sai-lhes muito barato, mesmo pagando a duas empresas em vez de pagar diretamente ao trabalhador.

Ainda assim, apesar das queixas e da análise pouco risonha que faz da área, Isabel nunca pensou em formas coletivas de reivindicação, ou em sindicalizar-se. “Nem sabia que havia um sindicato para ajudar estes trabalhadores”, comenta. “Sabe, eu tenho os miúdos e quando vou para casa acabo por me esquecer das coisas, concentro-me neles. Mas agora ao falar consigo fui-me lembrando de tanta coisa que acho mal.”

“Arruinou-me a saúde”

Já Lúcia Fonseca só se lembra do que achou mal. Tem 30 anos, trabalhou cinco anos e meio em call centers e saiu no final de 2018, depois de seis meses de baixa por depressão e burn out, dores cervicais e tendinites. Um cocktail de várias das afeções identificadas como sendo típicas desta atividade.

O tipo de call center onde esteve é considerado, por vários entrevistados pelo DN, o pior. “Era um call center de uma empresa de telecomunicações. Estive em dois tipos de linha: a de refidelização, que é para quando o contrato está a acabar e queremos que o cliente renove, e noutra para contactar os clientes que já tinham pedido para desligar com o objetivo de que reconsiderassem. Era muito exigente. Muitas chamadas. Muito longas. Muito cansativo para nós e para os clientes. E há pessoas muito mal educadas.”

O tempo entre chamadas dependia – “Podemos fechar uma chamada e um segundo depois estar a atender outra. Mas também pode levar dois minutos. Não éramos nós que fazíamos as chamadas, caíam-nos na linha.” As pausas somavam 24 minutos – incluindo as idas à casa de banho — nessas oito horas, mas sempre sujeitas a autorização superior. “Somos cronometrados ao segundo. Qualquer intervalo implica autorização. Se estou aflita para ir à casa de banho tenho de esperar por OK, mas se entretanto aparece uma chamada tenho de atender. Quantas e quantas vezes isso me sucedeu.” Quanto às chamadas desagradáveis/agressivas , as tais que no Brasil implicam um tempo de compensação, Lúcia costumava chamar um superior para explicar o que se tinha passado.

“Somos cronometrados ao segundo. Qualquer intervalo implica autorização. Se estou aflita para ir à casa de banho tenho de esperar por OK, mas se entretanto aparece uma chamada tenho de atender. Quantas e quantas vezes isso me sucedeu.”

O salário era o mínimo e acresciam prémios de produtividade – relativa à percentagem de retenção de clientes e à qualidade do atendimento. O valor mais alto de prémio que recebeu num mês foram 450 euros. O contrato era anual, mas ao fim de ano era feita uma adenda. “No fundo, era como um contrato de dois anos. Decidi sair no final de 2017, estava saturada. Ainda não estava diagnosticada mas sentia muita dor física, e pensei que o dinheiro não paga a saúde. Passamos muitas horas sentados, em tensão. Tinha lombalgias, dores cervicais (as cadeiras e as secretárias são péssimas), tendinites a ponto de deixar de mexer os dedos da mão. Acordava e não tinha o mínimo de vontade de ir para o trabalho, cansaço constante, crise de ansiedade – tinha-as desde miúda e exacerbaram-se.” Havia, conta, mais gente com os mesmos sintomas. “Era inevitável conversarmos uns com os outros nem que fosse para trocar ideias e há lá imensa gente que só se aguenta com muita coragem.”

Esperou até ao final de 2018 para terminar os dois anos de contrato e poder ter direito a subsídio de desemprego. Ainda não tratou do assunto nem sabe bem o que vai fazer. “Sou licenciada em engenharia alimentar e nunca arranjei trabalho nessa área. Acho que vou estudar, mas noutra área. E sei o que não quero de certeza: voltar a um call center. Arruinou-me a saúde.”

Como Isabel, Lúcia nunca se sindicalizou. “Mas sei que há sindicato. Só que nunca vi nada acontecer. Era importante, claro, diminuir o tempo em linha em aumentar as pausas entre chamadas. Eles têm ideias mas não têm força para que as coisas mudem.”

“Acham que isto é o fim da linha”

Lúcia trabalhava naquilo a que na gíria do setor se chama “linha outbound” – para fora. “São as piores”, comenta Maria, uma formadora de contact center que teve uma experiência prévia num call center da Meo. “Só aguentei um mês ou dois. Tudo é medido ao rigor, tens de pedir autorização para ir à casa de banho, tens scripts/guiões dos quais não podes fugir. Um agente experiente atende cerca de 100 a 120 chamadas por dia. E se a linha for outbound os salários base são mais baixos para incentivar os agentes a cumprirem objetivos muito difíceis para completar o salário. As telecomunicações e energias são exemplos muito maus. Uma empresa como a Meo tem um after call – o tempo entre chamadas – de 5 ou 10 segundos. É uma brutalidade, desumano. O mercado português é muito, muito mau. Tanto em salários como condições de trabalho. As empresas internacionais como a Apple, Trip Advisor, Adidas, Airbnb, Booking, estão a instalar se em força cá. Comparativamente com Alemanha ou França, somos de borla.”

Maria, 47 anos, é professora de origem. No início da vida profissional não arranjou colocação no ensino e foi “andando a recibos verdes em centros de formação”. Esteve sete ou oito anos assim, deu explicações, esteve empregada numa “empresa muito boa” mas que fechou, abriu uma loja. “Entretanto em 2013 estive doente, tive de ser operada e não tive direito a baixa. Comecei a pensar o que ia fazer a seguir. Já tinha mais de quarenta e os call centers são a única indústria que não discrimina pela idade.”

“O mercado português é muito, muito mau. Tanto em salários como condições de trabalho. As empresas internacionais como a Apple, Trip Advisor, Adidas, Airbnb, Booking, estão a instalar se em força cá. Comparativamente com Alemanha ou França, somos de borla.”

E lá foi. Está num num contact center desde 2015. “Aqui o agente comunica com os clientes por email, chat ou telefone. O nível de stress é completamente diferente. O facto de não estares constantemente ao telefone e teres tempo para falares com os colegas do lado faz toda a diferença.”

Começou por ser “agente” (a pessoa que tem o contacto direto com os clientes), passou pela qualidade (os aferidores do desempenho dos agentes) e há dois anos passou para formadora. “Acabei por ser professora na mesma, mas sem testes para ver.” Ri.

Ao contrário da ideia geral que se tem do seu trabalho – “Sinto muitas vezes esse estigma, as pessoas acham que para um call center vai quem não serve para mais nada, tipo fim da linha, dizem “Que pena teres de te sujeitar, não tens procurado outras coisas?”” — Maria adora o que faz. “Se fosse professora ganharia mais 200 ou 300 euros por mês mas teria de mudar de casa todos os anos. E eu gosto desta Babel, da quantidade de pessoas diferentes.”

“Sinto muitas vezes esse estigma, as pessoas acham que para um call center vai quem não serve para mais nada, tipo fim da linha, dizem “Que pena teres de te sujeitar, não tens procurado outras coisas?””

Não é tudo perfeito, claro. “O grande problema são os horários. São rotativos, muitas vezes as folgas não são juntas, podes estar mais de um mês sem folgar um fim de semana completo. Tem um impacto tremendo na vida social e familiar, como imaginas. Agora tenho um horário normal mas como agente fiz meses seguidos da uma às 10 da noite. Chegava sempre a casa depois da meia noite.” E os salários, que não são grande coisa: “Ganha-se em média entre 700 e 900 limpos, mais prémios. Uma das coisas que mudava neste setor eram os salários, claro.”

Outra era mais fiscalização e uma regulamentação dos horários rotativos. Mas mesmo assim louva a sua empresa, que considera “atípica: temos seguro de saúde, médico duas vezes por mês, contratam grávidas, não põem problema nenhum a que homens gozem licença de paternidade. E tem guidelines muito rígidas contra discriminação. Pode-se ser despedido com justa causa por comentários racistas ou homofóbicos. Já tivemos dois casos assim. E há pessoal de Marrocos, Nigéria, Angla, Costa do Marfim, Argélia. Quanto a transgénero, se pretenderem ser tratados por um nome que não é o do BI, não há problema. Temos casais homossexuais e ninguém liga puto. Às vezes é cómico com o pessoal mais velho, que não está habituado. Mas se tens 60 e tal anos e te deram emprego já antes foste discriminado pela idade.” Há muita gente com essas idades? “Sim, sei de uma senhora de 70 noutra sede da empresa. Os mais novos são super rápidos com as plataformas tecnológicas mas os mais velhos escrevem bem, são bons a resolver conflitos com os clientes. Precisamos de todos.”

“Há muita gente de 50, 60 anos em call centers. Pessoas em pré reforma, ou que perderam emprego. E gente que por muitos motivos não se integra noutros ramos, e que para um trabalho de balcão não são aceites: negros – é muito comum, comparativamente com o segmento de serviços — homossexuais, transgénero, mães solteiras.”

Uma política inclusiva que o sindicalista Manuel Afonso reconhece ser típica do setor: “A imagem do call center como o local de trabalho de jovens com o ensino superior não é verdadeira. Por exemplo na direção do sindicato somos sete e só dois temos curso superior. Há muita gente de 50, 60 anos em call centers. Pessoas em pré reforma, ou que perderam emprego. E gente que por muitos motivos não se integra noutros ramos, e que para um trabalho de balcão não são aceites: negros – é muito comum, comparativamente com o segmento de serviços — homossexuais, transgénero, mães solteiras (as empresas gostam de que se queira fazer part-time).” Uma profissão desregulada, mal paga e de práticas abusivas onde se acoitam os excluídos: não exatamente um paradoxo.

 

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Porque o Clima faz parte do nosso login directa ou indirectamente falando…aqui segue uma entrevista logada? “OS LUCROS DELES VS O NOSSO CLIMA” ENTREVISTA NA REVISTA “EM LUTA”


OS LUCROS DELES VS O NOSSO CLIMA – ENTREVISTA NA REVISTA “EM LUTA”

Joana Salay, da revista Em Luta, esteve com Danilo Moreira, presidente do STCC e ativista da Climáximo, e com Sinan Eden para falarmos sobre a Campanha Empregos para o Clima, que tem como objetivo a criação de empregos no setor público voltados para o meio ambiente e a transição energética.

Para ler a entrevista completa:Os Lucros Deles VS O Nosso Clima

Também podes aceder à a entrevista completa através de:

  1. Acesso PDF: empregos para o clima
  2. Link: http://www.empregos-clima.pt/os-lucros-deles-vs-o-nosso-clima-entrevista-na-revista-em-luta/?fbclid=IwAR3uGBp4Rae8g-WKVLrUJwM0ZK3GofoeethkXlfLXCPFZ43oB0lOs-83vU4
  3. Link: http://www.empregos-clima.pt/wp-content/uploads/2019/05/Entrevista-Em-Luta.pdf

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2ª Feira, dia 27 de Maio, no projecto EDP/Randstad do edificio da EXPO, paramos todos e todas por estabilidade, pelo nosso futuro, por respeito e dignidade.


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1ª Paragem das 10 hrs às 10:30 hrs da manhã
2ª Paragem das 18 às 18:30

Vamos fazer ouvir as nossas Vozes!

Não somos números!
Somos Pessoas!

Logados na Luta,
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Rescisões, despedimentos,transferências…

 

Temos o direito a saber qual é o futuro do projecto EDP/Randstad e dos nossos postos de trabalho!

Segunda-Feira | Dia 27

 

das 10h às 10h30 e das 18h às 18h30

Desloga-te e faz-te ouvir:

 

QUEREMOS

ESTABILIDADE!

Por decisão dos Plenários realizados, o STCC convoca todos/as os/as trabalhadores/as  a concentrarem-se 30 minutos à porta do edifício para exigir explicações à Randstad e EDP.

 

DAS 10H ÀS 10H30 E DAS 18H ÀS 18H30

EXISTE PRÉ-AVISO DE GREVE!

Randstad e EDP têm a obrigação de esclarecer

os trabalhadores sobre o que se está a passar!

 

Diversos colegas têm sido alvo de “rescisões amigáveis”. Estas propostas, e a pressão que as acompanha, são despedimentos encapotados. Há também um aumento do número de despedimentos, assim como propostas de transferência. O número de rescisões já feitas, já configura um “despedimento colectivo”. É para não fazer “disparar os alarmes” que a Randstad o tenta fazer de forma (nada) amigável. O mesmo começa a acontecer no Lambert.

 

O STCC questionou a Randstad sobre esta situação e o futuro do projecto EDP e dos postos de trabalho. Embora obrigada por lei a responder, a empresa não o fez.

 

Com o contrato com a EDP a terminar, a Randstad parece querer embaratecer o projecto à nossa custa, transferindo trabalho para Elvas, “dispensando” trabalhadores com mais tempo de casa, etc. Independentemente do que se possa passar, uma empresa como a Randstad tem obrigação de manter todos os postos de trabalho.

 

Dia 27: “desloga-te” 30 minutos e faz-te ouvir!

É essencial que os trabalhadores possam estar na posse de todas as informações sobre o futuro dos postos de trabalho. As nossas vidas – às vezes de várias pessoas na mesma família – dependem destes empregos.

Por isso, os trabalhadores decidiram em Plenário fazer uma concentração de 30 minutos (de manhã e à tarde) na segunda-feira dia 27. Os colegas que entram antes das 10h devem “deslogar-se” entre as 10h e as 10h30 e concentrar-se junto à porta. Os que entram às 10h, entram apenas às 10h30. O mesmo da parte da tarde a partir das 18h.

Esta paralisação está coberta por um pré-aviso de greve emitido pelo STCC. Como nas Greves anteriores ninguém será penalizado por participar.

 

 

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