#TodosPorTodos UNIDADE CONTRA A PRECARIEDADE, tás logado?


UNIDADE CONTRA A PRECARIEDADE

Aqui podem ver e ouvir a intervenção do Dirigente Sindical do STCC, Manuel Afonso, no Encontro Sindical promovido pelos SEAL e os Estivadores de Setúbal na semana passada. Destacamos em particular a proxmidade e semelhanças das nossas lutas contra a precariedade, em particular na Teleperformance de Setúbal, tão perto do porto onde se tem travado uma heroica batalha contra a precariedade. É preciso unir as lutas contra a precariedade: UNIDOS PODEMOS VENCER! SEAL – Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística 3 de dezembro de 2018 · É provavelmente o sector onde a precariedade mais estragos tem provocado, com uma esmagadora maioria dos trabalhadores eventuais a garantir a esmagadora maioria do trabalho regular. Também por isso estão nesta luta. #TodosPorTodos

 

Em 2016 estivemos também igualmente logados na

Conferência Trabalho Portuário | Sines | Janeiro 2016

 

GREVE TELEPERFORMANCE | AINDA AGORA COMEÇAMOS… Foi em Fevereiro de 2017, 1ª Greve nesta empresa que possui as suas próprias empresas de trabalho temporário! Embora a Teleperformance se tenha negado a falar com o STCC e os colegas que protagonizaram a greve de dia 6, a empresa não se absteve de passar desinformação aos média, sobre esta luta e os salários que são pagos aos trabalhadores. Segundo a empresa, os trabalhadores já recebem muito e a Teleperformance não lhes pode pagar mais… Alguém acredita nisso? Por isso deixamos aqui a visão de quem está no terreno, sindicato e trabalhadores, num vídeo das “produções Tas Logado?”… Ainda agora começamos! Não percam os próximos episódios…. porque nós também não!

 

 

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REGULAMENTAÇÃO DO TRABALHO EM CALL-CENTER CARTA ABERTA AOS DEPUTADOS E GRUPOS PARLAMENTARES , no próximo dia 24-01-2019 será discutida na Assembleia da República a Petição “O Trabalho em Call-Center é uma Profissão de Desgaste Rápido”


 

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Finalmente, no próximo dia 24 será discutida na Assembleia da República a Petição “O Trabalho em Call-Center é uma Profissão de Desgaste Rápido”, assinada por mais 5.500 pessoas e entregue nos Parlamento pelo STCC. Abaixo reproduzimos a Carta Aberta que enviamos a Deputados e Grupos Parlamentares, demonstrando que é urgente e necessário avançar com a regulamentação da nossa profissão, pelo bem da saúde física e mental de milhares de trabalhadores.

Srs. e Sras. Deputadas: somos uma profissão, exigimos respeito!

………………………………………………………………………………….

É NECESSÁRIO REGULAMENTAR A PROFISSÃO DE OPERADOR DE CALL-CENTER

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CARTA ABERTA AOS DEPUTADOS/AS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Exmos./as Srs./as Deputados/as,

Em 2017, éramos 81,615 trabalhadores nos call-centers em Portugal. Apesar de não haver dados mais actuais, podemos afirmar que desde então seremos mais. O nosso sector é fundamental hoje em dia para o funcionamento de áreas económicas como a banca, os seguros, a energia, o turismo, a informática e as telecomunicações.

A nossa profissão é naturalmente desgastante, dado que implica lidar de forma intensiva com informação, clientes e operações que envolvem responsabilidades grandes e que antes estariam asignadas a trabalhadores bancários, agentes de seguros ou a técnicos qualificados. A somar a isso, as condições laborais, regra geral, são duríssimas. Os ritmos de trabalho são intensos e os horários incluem muitas vezes turnos, em horas noturnas ou aos fins-de-semana. A pressão para resultados, por parte das chefias e entidades patronais torna-se muitas vezes assédio moral permanente. As instalações de trabalho, onde se aglomeram centenas ou milhares de trabalhadores em espaços fechados, são em geral insalubres. Muitas vezes somos impedidos de realizar as nossas necessidades fisiológicas devido aos ritmos de trabalho, não há intervalos entre as chamadas, existe ruído permanente e a pressão psicológica é altíssima. Problemas auditivos, respiratórios, nas cordais vocais e na visão são inevitáveis, assim como os relacionados com a ergonomia, como as tendinites. Além disso, o esgotamento e a depressão atingem níveis assustadores. Diversos estudos apontam a nossa profissão como sendo das que envolve maior risco de burn-out. Como se não bastasse, na sua maioria das vezes recebemos pouco mais que o salário mínimo nacional e somos contratados e sub-contratados de forma precária.

É a saúde de dezenas de milhares de pessoas que está em causa. No nosso país não há qualquer regulamentação no sector nem tão pouco a nossa profissão é reconhecida oficialmente como tal. Enquanto isso, noutros países a situação é diferente. Em países como Itália ou Brasil, o horário completo nesta profissão é de 30h semanais, sem perda de remuneração. Noutros países como a Espanha, existe regulação ao nível dos intervalos, pausas entre tempo de chamada, etc.

Foi para avançar nesse sentido, também em Portugal, que o Sindicato dos Trabalhadores de Call-Center lançou em 2014 a Petição “O Trabalho em Call-Center é uma Profissão de Desgaste Rápido!”, entregue em 2017 e que será levada a discussão na Assembleia da República no próximo dia 24. Nesta, propomos aos deputados que legislem no sentido de: “1. Consagrar o estatuto de profissão de desgaste rápido para o trabalho em Call-Center; 2. Limitar como máximo 75% do horário laboral em linha por jornada de trabalho; 3. Garantir direito a 6 minutos (10%) de intervalo por cada hora em linha;”

O nosso objectivo central é garantir o reconhecimento e regulamentação da profissão, no sentido salvaguardar a saúde dos trabalhadores. Sabemos que há várias formas de o alcançar. Reduzir o horário de trabalho para 30h semanais sem redução de salário é a forma mais justa e universal. Reduzir o tempo “em linha”, ou seja em contacto telefónico directo, é outra. Obrigar a intervalos mínimos entre chamadas é outro exemplo. O estatuto de profissão de desgaste rápido também iria nesse sentido, ainda que entendemos que pode ser uma via perversa, porque coloca o Estado e os contribuintes a pagar pelos abusos das entidades patronais e não diminui, por si mesmo, o desgaste.

Assim o apelo que lançamos a todos os grupos parlamentares é o de iniciar o caminho do reconhecimento e regulamentação desta profissão, para diminuir o sofrimento no trabalho a dezenas de milhares de trabalhadores. Sofrimento esse que é pago por todos nós, através do SNS e da Segurança Social, mas que é causado pela desregulamentação do sector e a perseguição de lucros sem olhar a meios por parte das empresas de call-center e outsourcing.

Apelamos em particular às bancadas que constituem a actual maioria Parlamentar e que apoiaram a actual solução governativa com base a promessas de restituição de direitos dos trabalhadores e combate à precariedade – algo que para os trabalhadores de call-center não passa até hoje de uma miragem.

Assinalamos por fim, que independentemente do resultado da discussão da nossa Petição na Assembleia da República, o STCC continuará na luta pela dignificação da profissão e na defesa do direito destes milhares de trabalhadores a uma vida digna e a um trabalho estável e bem remunerado, que garanta condições de saúde física e mental.

A Direcção do STCC,

Lisboa,

17 de Janeiro de 2019

Suspense film. Serie géneros cinematográficos.

Trabalhadores de Call Center reivindicam reconhecimento de desgaste rápido
https://www.youtube.com/watch?v=tYsHdJlajbs

“Call Centers “ Em Portugal
https://www.youtube.com/watch?v=2lHmZmD1fpQ

SOMOS UMA PROFISSÃO DE DESGASTE RÁPIDO!
https://www.youtube.com/watch?v=ZsslR42bcWE
Entrevista com Paula Lopes, Sindicato dos Trabalhadores em Call Center de Portugal
https://www.youtube.com/watch?v=mNaKBkJpot0

Debate o Trabalho em Call Center é uma profissão de desgaste Rápido Parte 1
https://www.youtube.com/watch?v=AXWIq9J9aX4

Debate o Trabalho em Call Center é uma profissão de desgaste Rápido Parte 2
https://www.youtube.com/watch?v=M9njrjYqse0

Cerca de 100 mil pessoas trabalham em call centers em Portugal
https://www.youtube.com/watch?v=V4j_Gp86oyw

Tás logado na mensagem da Sócia do STCC a todos os Colegas de call Centers de Portugal !?
https://www.youtube.com/watch?v=XhzyeNaHcxs

PAPO RETO DIÁRIO DE UM ASSISTENTE TELEMARKETING
https://www.youtube.com/watch?v=lGNmwvRMP4I

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Notícias @logadas? O @Stcc,tás logado? aderiu à Campanha Empregos para o Clima! Porquê? O que nos Motiva? Para que o amanhã não seja tarde demais junta-te a esta campanha também, esta luta é de todos nós!


O que nos motiva?

A nossa convicção continua a ser de uma luta por melhores condições laborais de forma transversal, não somente a nível sectorial mas também a nível intersectorial, com foco nacional sem descurar as lutas internacionais através de parcerias e incentivos à organização de todos os trabalhadores de forma geral.

Por conseguinte decidimos integrar a Campanha Empregos para o Clima, devido ao facto, das actuais políticas nacionais e
mundiais não estarem a dar uma resposta efectiva em função da urgência, sobretudo em termos temporais por forma reduzir significativamente o impacte ambiental apostando de forma verdadeira em sistemas sustentáveis e energias limpas.

Para que o amanhã não seja tarde demais junta-te a esta campanha também, esta luta é de todos nós!

Promove, divulga fala com sindicatos, associações de trabalhadores,
organizações e grupos ambientais e cívicos.

1. Os Empregos para o Clima têm de ser novos postos de trabalho. Porquê?

https://vimeo.com/212229305

2. Empregos para o Clima: E porquê no sector público? Porque é que tem de ser o contribuinte português a pagar?

https://vimeo.com/213204721

3. Empregos para o Clima: porquê com impacto direto na redução de emissões?

https://vimeo.com/214080574

4. Empregos para o Clima: porquê prioridade a quem trabalha hoje na indústria dos combustíveis fósseis?

https://vimeo.com/223264746

Empregos para o Clima no Fórum Precariedade e Desemprego

https://vimeo.com/196086092

O que é Democracia Energética?

Relatório da Campanha em Portugal
http://www.empregos-clima.pt/relatorio-da-campanha-em-portugal/

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Faz hoje 3 anos… E quando a entidade patronal nos tenta assediar no trabalho e recebe o troco em dobro!!! Factos Logados!?!


Após vários alertas do @Stcc,tás logado? a empresa perante as diversas ilegalidades que estavam a ser cometidas no Call Center PT/Meo/Altice da Passos Manuel esta, além de não regularizar as prevaricações existentes e ao ser confrontada com a nossa chamada de atenção para o cumprimento da lei, não teve qualquer escuta activa, nem fazia tensões de resolver o assunto como é devido, e ainda demonstrou prepotência, ousadia e o teve o descaramento de entrar numa onda de Assédio Moral junto dos seus trabalhadores/trabalhadoras.

A PT/Meo/Altice “chuta para canto” a responsabilidade para as suas diversas empresas de trabalho temporário/outsourcing como se em nada fosse responsável quando é a única responsável pelos contratos celebrados com estas empresas de falso trabalho temporário/outsourcing dando azo ao trabalho precário e à rotatividade laboral existente e, por conseguinte quem paga a factura da precariedade, a factura final são também os consumidores.

Após várias sessões de esclarecimentos por parte do @Stcc,tás logado? aos cerca de 50 trabalhadores e trabalhadoras através das mais variadas formas, algumas delas pouco convencionais mas atendendo à urgência do caso justificadas…

Estávamos na manhã de 3 de Agosto de 2015 e ainda eram muitos os trabalhadores e trabalhadoras que receavam dar a cara no sentido de reivindicar os seus direitos por temerem represálias por parte da entidade patronal e simultaneamente correrem o risco de nunca mais serem contratados quer pela PT/Meo/Altice quer pelas suas inúmeras de falso trabalho temporário/outsourcing e também por vergonha de dar a cara e por conseguinte que muitos amigos e familiares ficassem a saber que a pessoa trabalha em Call Center que apesar de ser um tipo de trabalho bastante precário trata-se de um trabalho tão digno como outro qualquer, tão ou mais desgastante do que a maioria e no nosso entender sem justificação para tal vergonha, bem pelo contrário!

Factos logados: 

A empresa queria ficar em média com 500€ por cada trabalhador/trabalhadora e fazendo as contas estamos a falar de cerca de pelo menos 25 mil euros, valores esses que não estavam somente a ser roubados aos trabalhadores e trabalhadoras mas também ao estado através dos impostos e segurança social pagos tanto pelos\as trabalhadores\as como pela entidade patronal. Valores esses que nos eram devidos e que os consumidores tanto pagam para serem bem servidos.

Acrescidos de mais alguns milhares de euros devido a algumas rescisões\indemnizações justificadas pelo descontentamento e a total perda de confiança na entidade patronal demonstrada por alguns trabalhadores\trabalhadoras e mais subsídios de desemprego gerados de forma desnecessária quando ao mesmo tempo houve necessidade de serem efectuadas mais contratações.

  • O resultado deu nisto…           

                               

Logamos a entidade patronal na lei e esta teve de pagar sem poder escapar às suas responsabilidades.

  • Actualmente o que mudou nos Call Centers da PT/Meo/Altice…
    Aumentou o rácio de trabalhadores com vínculo precário contratados através das empresas de trabalho temporário/outsourcing dado que o nº de efectivos com contratação directa na PT/Meo/Altice diminuiu de forma substancial quer através de transmissões de unidade económica, quer por questões de assédio, supostas rescisões amigáveis, reformas etc…
  • Quanto aos novos postos de trabalho criados pela empresa são todos ou na sua grande maioria através de empresas externas (trabalho temporário/outsourcing) e os trabalhadores em geral sofrem a política do Medo implementada pela empresa pois continuam com bastante receio em participar em greves, plenários e de reivindicarem os seus direitos por temerem retaliações a ponto de serem despedidos a todo o momento, perdas remuneratórias que por si só já são bastante escassas, sem progressão salarial e sem contratação directa tendo em conta que na sua maioria estão com contratos quinzenais, mensais renováveis ou não!

 

  • Integrações de trabalhadores com vínculo precário para os quadros da PT/Meo/Altice é inexistente e/ou a existir é tão diminuto a ponto de se contarem pelos dedos que nos locais de trabalho que não se nota nada, não se vê nada, não se sabe de nada e também não encontramos dados referentes a esta assunto em lado algum nem tampouco fomos informados de tal inserção.

 

  • Em Novembro de 2015 supostamente 
    CEO PT. “Não garantimos que não haja fim de contratos de outsourcing”

    A dona do Meo tem 11 mil quadros e cerca de 16 mil trabalhadores a prestar serviço para a PT Portugal em regime de outsourcing

    https://www.dinheirovivo.pt/empresas/ceo-pt-nao-garantimos-que-nao-haja-fim-de-contratos-de-outsourcing/

  • Actualmente sabemos que existem milhares de trabalhadores e trabalhadoras de norte a sul do país e ilhas inclusive que diariamente e muitos deles há mais de uma década que desempenham as suas funções de apoio ao cliente e campanhas de telemarketing em condições extremamente precárias e que a empresa não está na disposição de os integrar nos quadros através de um contrato directo e efectivo optando sim pelo recurso brutal às empresas de trabalho temporário/outsourcing

Em Julho de 2017…
Diminuição de pessoas na PT é para “continuar”

https://www.publico.pt/2017/07/12/economia/noticia/diminuicao-de-pessoas-na-pt-e-para-continuar-1778814

  • Moral da História:
    1-Trabalhadores e cliente desiludidos e insatisfeitos

    2-Governos que pactuam com a precariedade através da ausência de regulamentação, fiscalização e ausência de coragem efectiva para legislar e controlar de forma eficaz no verdadeiro combate à precariedade ao mesmo tempo de dão incentivos à contratação precária, falsos contratos estágio/formação e atendendo ao facto de uma grande parte dos lucros senão a totalidade dos lucros gerados por estas empresas multinacionais muitas vezes com sede no estrangeiro fogem aos impostos nacionais.

    3-Accionistas e Parceiros coniventes directa ou indirectamente

    4-A PT/Meo/Altice fomenta políticas de assédio e precariedade junto dos seus trabalhadores\trabalhadoras, de outra forma já teria tomado outras medidas em prol não somente dos trabalhadores\trabalhadoras como dos seus consumidores que devido à rotatividade dos seus recursos humanos por não existirem condições dignas de trabalho acabam por vezes de sofrer na pele erros, falhas de forma regular e que poderiam muito bem ser evitadas.

@Stcc,táslogado?                                                                E como existem várias formas de reivindicar no meio de luta um pouco de humor 

Quem é a figura pública do momento da PT cobiçada pelos Media? Danilo Moreira, O Dirigente Sindical do Sindicato dos Trabalhadores de Call Center (Stcc.pt mais conhecido por Tás Logado) e Trabalhador da PT há mais de 8 anos com experiência comprovada como Técnico de Qualidade e Formação durante 5 anos (certificado pelo IEFP antigo CAP, atual CCP), que optou por livre e espontânea vontade a passar para Assistente; ou, Armando Pereira, o atual e desconhecido pela maioria dos 18 mil trabalhadores em regime precário da Alice/PT. E quem será? E quem será o Pai da Altice? E quem será? Vais falhar ou Tás Logado?

#Altice#Meo#PT
#trabalhotemporário#outsorcing#CallCenter#Sindicato#táslogado

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TRABALHADORES DA KONECTA LISBOA EM GREVE CONTRA PERSEGUIÇÃO SINDICAL E POR DIREITOS! 5 de Julho 2018


TRABAJADORES/AS DE KONECTA LISBOA EN HUELGA CONTRA PERSECUCIÓN SINDICAL E POR DERECHOS!

El próximo jueves, 5 de julio los trabajadores de Konecta Lisboa harán huelga. Contestán el despido ilegal de tres colegas que eran socios activos del Sindicato de los Trabajadores de Call-Centers (STCC) que se destacaron en la lucha por sus derechos. Estos trabajadores, en su mayoría españoles, contratados a plazo incierto durante años, siempre bajo amenaza de despido, tienen otras demandas: contratación indefinida después de un año de servicio, un incremento de 50 € y que Konecta respeta las leyes laborales portuguesas.

Estos trabajadores proporcionan servicio a través de Konecta Portugal a Vodafone España desde Lisboa. Responden a las llamadas del mercado español, pero con los salarios portugués por debajo del salario mínimo del país vecino. Este es sólo un ejemplo de las muchas empresas de call center en Portugal que contratan a trabajadores de otros países para trabajar para España, Francia o Alemania, recibiendo siempre mucho menor que en los países de origen. Empresas como Konecta usan y abusan del hecho de que los trabajadores no conocen las leyes o la lengua del país, para imponer más precariedad y verdadero terrorismo psicológico. En la Konecta se le decía a los trabajadores que había una “norma” que les impedía sindicalizarse, pues serían despedidos, lo que obviamente es ilegal.

A pesar del clima de miedo, los trabajadores se sindicalizaron masivamente y empezaron a reivindicar sus derechos. En particular, exigieron el derecho a los dias festivos de Portugal, en los quales se vieron obligados a trabajar como un día normal. Los trabajadores que más se destacaron en esta exigencia fueron despedidos por la empresa de forma ilícita a finales de junio.

Contra estos abusos, los trabajadores y el STCC marcaron una primera acción de lucha. El jueves 5 de julio, los trabajadores harán una hora de huelga, de las 12 a las 13h. En este período se concentrarán frente al lugar de trabajo, en el Edificio Entreposto, en los Olivais (Plaza José Queirós, nº 1) en protesta. El objetivo es que la compañía escuche las demandas de los trabajadores, sino también denunciar el clima de abuso y explotación a que los trabajadores españoles y de otras nacionalidades están sujetos, además de los portugueses, en centros de llamadas. Invitamos a los representantes de la Comunicación Social a estar presentes.

Apelamos también a todos los sindicatos, de este y otros sectores, organizaciones de lucha contra la precariedad, organizaciones que representen a los inmigrantes del Estado español y otras a demostrar su solidaridad, en el lugar o a distancia. Extendemos el llamamiento a las organizaciones sindicales y movimientos españoles.

¡KONECTA DESPIDE TRABAJADORES / AS EN LUCHA!

Konecta es un gigante español de los call-centers, presente en 10 países, en 3 continentes, contando con más de 46 mil trabajadores. En Portugal, está presentes en Lisboa, responsable de servicios de call-center de empresas como Vodafone, Endesa y Santander Consumer. Esta empresa contrata a cientos de trabajadores / as del país vecino, con contratos a plazo incierto, bajo amenaza de despido permamente. Konecta se aprovecha del hecho de que los trabajadores no conocen la ley o la lengua del país para incumplir la ley y explotarlos aún más. A menudo, cuando los trabajadores de konecta España hacen huelga desvían las llamadas aqui a Konecta Lisboa.

Contra estos abusos, decenas de colegas de Konecta se sindicalizaron en el STCC y empezaron a reivindicar sus derechos. En particular, como colegas comenzaron a reclamar la arbitrariedad en el trabajo en días festivos, se ven obligados a trabajar los días de fiesta portuguesa, para satisfacer el mercado español sin recibir nada a cambio.

Como represalia, Konecta despidió ilegalmente a tres trabajadores / as, socios del STCC. Así, la empresa intenta crear miedo e impedir la lucha.

¡No vamos a aceptar este abuso! ¡Exigimos que se haga justicia! Si tocan a una, tocan a todos!

El STCC está preparando acciones en todos los terrenos, contra este abuso. Es necesario poner en orden a empresas como Konecta, que se aprovechan de los trabajadores venidos de otros países, para ni siquiera cumplir la ley y aumentar la explotación de todos!

La lucha continua.

¡COMPARTE Y DIVULGA!

“KONECTA LISBOA ME ROBA”

Recordamos esta pintura anónima que surgiu perto da Konecta Entreposto. Os/as trabalhadores/as estão fartos/as de ser roubados/as e vão reagir!

ASAMBLEA DE TRABAJADORES/AS DE KONECTA!

Asamblea abierta a todas las trabajadoras de konecta Lisboa. Próximo jueves 28 a las 20:00h en el parque de Alameda. Basta de abuso, basta de precariedad​. Participa, Difunde !

#konectalisboameroba

 

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Greve no Call Center da Fidelidade…Há trabalhadores em Évora a ganhar pouco mais de dois euros à hora…


O Stcc, tás logado está solidário com a greve destes trabalhadores é preciso acabar com a precariedade e dar condições aos trabalhadores

Supostamente Desde 1808 que a Fidelidade protege o futuro das famílias, das empresas e de Portugal mas, pelos vistos não “protege” os trabalhadores

600 trabalhadores do call center da Fidelidade estão em protesto por melhores salários, redução do horário e uma contratação mais eficiente

Trabalhadores do call center Fidelidade saíram à rua

Os trabalhadores do call center da Fidelidade Seguros, em Évora, cumprem esta segunda-feira uma greve de 24 horas. Exigem o fim dos vínculos precários e a aplicação do contrato colectivo a todos.

https://www.abrilabril.pt/trabalho/trabalhadores-da-fidelidade-exigem-o-fim-dos-contratos-precarios

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“CALLCENTER – UM OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO” POR PAULA GIL


 

 

Trabalhadores da Teleperformance com descontos irregulares na seguranca social

Vídeo: http://www.tvi24.iol.pt/videos/sociedade/trabalhadores-da-teleperformance-com-descontos-irregulares-na-seguranca-social/59d627730cf2a3bc49b31d76

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QUARTA-FEIRA, 11 DE FEVEREIRO DE 2015

PAULA GIL

Comecei a trabalhar, num callcenter, na linha da NOS em Setembro de 2014. Fui contratada pela EMPRECEDE, uma empresa fantasma com o único objectivo de servir de intermediário à Teleperformance no recrutamento de recursos humanos. Uma empresa com 7000€ de capital social e mais de 1000 trabalhadores – bem mais de 1000 trabalhadores.

Os dias de formação são pagos a 5€ – as 8horas que lá passas (0,62€/hora) e que são obrigatórias -, mas só os recebes se completares a formação e em conjunto com o teu primeiro ordenado. Para que fique assente: toda a gente passa aquela formação. O único requisito é que não penses muito! Eu recebi 25€ pelos meus 5 dias de formação.

Durante a formação ensinam-te qualquer coisita (mas pouca!) sobre o produto e técnicas de venda – argumentar, argumentar, argumentar até ao final, em qualquer circunstância, a qualquer momento e face a qualquer obstáculo. Estou num funeral, não tenho computador, não vivo em Portugal, entre outras, são facilmente argumentáveis com: só preciso de 5 minutos do seu tempo, de certeza que os seus netos têm, mas não tem família cá?

Finalmente ensinam-te a falar horas sem nunca dar a tua opinião. Qualquer resistência deve ser respondida com um “Compreendo”, logo seguido de um argumento com enlace positivo, por exemplo:

– “Não tenho dinheiro nem para comer.”

– “Compreendo, mas ao menos tem televisão e pode esquecer-se dos problemas da vida” (e sim, eu ouvi colegas meus a utilizar este argumento).

Ao mesmo tempo pensas nos 2,81€ (2,91€ com o aumento do ordenado mínimo) e nas eventuais comissões (se conseguires fazer 4 vendas por dia) que te caem na conta ao final do mês e que te permitem chegar aos 650€/700€ se não faltares nenhum dia. Pensas no contrato que assinaste que te informa que as tuas férias não são pagas e que pode, nos primeiros meses e por uma questão de formação interna, ser-te exigido que trabalhes mais do que 40horas semanais e as extras não te serão pagas. Pensas que, a qualquer momento, podem deslocalizar o teu posto de trabalho ou simplesmente despedir-te – os contractos são semanais. Pensas! Mas não dizes a ninguém, porque pensar é proibido!

Depois começas a trabalhar. Trabalhar num callcenter é como entrar todos os dias para uma fábrica à boa maneira do fordismo, com chamadas a cair em sequências avassaladoras e o discurso que quase se embrulha quando terminas e recomeças sem respirar: “Posso ser útil em mais alguma coisa? Então, em nome da NOS, um bom dia. Muito boa tarde, o meu nome é Paula e estou a ligar-lhe da NOS”. Mas também há longas horas em que o sistema não funciona e tu não podes pegar no telemóvel, fazer uma pausa – por que as pausas estão quantificadas e só tens direito a 10 minutos por cada 1h30 de trabalho – ler um livro ou utilizar a internet. Trabalhar num callcenter é teres de pedir autorização para ir à casa de banho, para comer e até para te levantares e esticar as pernas. A tua função é esperar: que haja base de dados, que o sistema funcione, que te mandem fazer alguma coisa. E depois voltas a entrar na engrenagem: “Estou sim, muito boa tarde, o meu nome é Paula e estou a ligar-lhe da NOS”.

Trabalhar num callcenter é aprenderes a não te importares com os problemas do outro lado da linha. É venderes um serviço que sabes que o cliente não quer, não precisa e que funciona mal, utilizando argumentos que não são mentira, mas são falaciosos e amplificam pontos positivos, sabendo que os restantes não os compensam. É teres pessoas aos berros ao telefone porque foram contactadas mais de 50vezes num dia – e tu sabes que é verdade, porque até tu já falaste com aquela pessoa naquela hora – e mesmo assim responderes que “é na vez 51 que se adere!”. Sempre, sempre, com um sorriso na voz. Trabalhar num callcenter é ouvir que “não vendes porque não tens ambição”.

Trabalhar num callcenter é teres “reuniões de equipa” e motivacionais todas as semanas, mas o seu objectivo não é criar bom ambiente. Servem apenas para te informar quem está a cumprir os objectivos e de eventuais alterações das comissões. Servem para criar divisão.

Trabalhar num callcenter é teres um supervisor a ouvir as tuas chamadas e a falar contigo ao mesmo tempo que falas com o “Sr. Cliente” com dicas e argumentos ridículos de como impingir o produto, aos berros. E, no final, quando não vendes, ainda o ter a pedir-te explicações e a dizer que estás a “deixar mal a equipa”. Trabalhar num callcenter é olhar em volta todos os dias e sentir que se um dia gritassem que devias saltar da janela, terias um coro de pelo menos 10 máquinas que responderia: “Qual delas?”

Trabalhar num callcenter é seres colocada num cantinho da sala, longe, porque tens uma “atitude provocadora, desafiante e desrespeitadora da autoridade.” Trabalhar num callcenter é teres de explicar, constantemente, que és tão (ou mais!) pessoa, humana, de carne e osso que os teus supervisores. Trabalhar num callcenter é ouvir que “essa consciência que tens agora, vais perdê-la. Toda a gente a perde”. Trabalhei num callcenter 2 meses. E eu não a perdi.

Pediram-me para escrever um texto sobre callcenters. Ao fim de semanas, consegui juntar estas palavras. Não é fácil escrever sobre o único trabalho que continua a recrutar e tentar explicar que por dinheiro não vale tudo. Não é fácil explicar que este foi o único trabalho em que, todos os dias me arrancavam a alma do corpo, sobretudo por que há quem o faça e não se importe e, por vezes, até goste.

Trabalhar num callcenter é saber que não é o operador que se deve abater, mas o supervisor. O operador há que politizar, há que trabalhar com ele, é um operário fabril. O supervisor é o capataz. Mobilizemo-nos!

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Fonte: http://manifesto74.blogspot.pt/2015/02/callcenter-um-operario-em-construcao.html

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